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“Semeador do Cerrado”, lobo-guará ganha fama com nota de R$ 200

Em seus deslocamentos diários, que podem chegar a 20 km, o lobo-guará espalha sementes e adubos que, no futuro, se transformam em árvores e preservam a vegetação do Cerrado – habitat brasileiro desse que é o maior canídeo da América do Sul. Apesar de inofensivo ao ser humano (do qual se afasta naturalmente) e agir como controlador de pragas que ameaçam plantações, o animal – homenageado pelo Banco Central (BC) na futura nota de R$ 200 – vive em constante ameaça. O lobo-guará é visto com simpatia pela população brasileira. Isso ficou demonstrado na pesquisa de preferência feita pelo BC, em que ficou atrás…

Visão geral da revisão

Resumo: O animal espalha sementes durante seus deslocamentos e age como protetor de plantações ao se alimentar de insetos e roedores.

Em seus deslocamentos diários, que podem chegar a 20 km, o lobo-guará espalha sementes e adubos que, no futuro, se transformam em árvores e preservam a vegetação do Cerrado – habitat brasileiro desse que é o maior canídeo da América do Sul.

Apesar de inofensivo ao ser humano (do qual se afasta naturalmente) e agir como controlador de pragas que ameaçam plantações, o animal – homenageado pelo Banco Central (BC) na futura nota de R$ 200 – vive em constante ameaça.

O lobo-guará é visto com simpatia pela população brasileira. Isso ficou demonstrado na pesquisa de preferência feita pelo BC, em que ficou atrás apenas da tartaruga-marinha e do mico-leão-dourado, que hoje ilustram as notas R$ 2 e de R$ 20, respectivamente.

Mas muitos agricultores e pecuaristas veem o animal de vida solitária como uma ameaça. Isso porque galinhas e pequenas aves fazem parte do amplo cardápio do lobo-guará, que inclui também roedores, cobras, insetos, anfíbios e uma extensa variedade de frutas.

Bastaria aos criadores recolher seus pequenos animais e não deixá-los disponíveis durante o crepúsculo e inícios de noite, períodos em que o nosso cachorro do mato prefere circular. A agricultura sustentável e o bioma agradeceriam.

Monogâmicos, macho e fêmea de lobos-guará muitas vezes compartilham a criação de seus filhotes. A mãe é capaz de fundar suas tocas em meio a extensos canaviais, protegendo a plantação e muitas vezes sendo vítimas das ceifadeiras que surgem na época da colheita.

Rodovias mal planejadas também ceifam muitos exemplares da espécie. É significativo o número de exemplares de lobos-guarás atropelados no interior do país. Estudos apontam que cerca de 60% dos lobos-guarás no Brasil estão concentrados no Cerrado.

“Eles também estão presentes em áreas desmatadas da Mata Atlântica, além do Pantanal e os Pampas”, esclarece o biólogo Rogério Cunha de Paula, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Há mais de 20 anos, o especialista estuda os lobos-guarás, os últimos deles sob o patrocínio da empresa do setor energético AES Tietê, que banca Programa para a Conservação do Lobo-Guará.

Com a fama adquirida com a polêmica nota de R$ 200, é provável que o “semeador de florestas” ganhe mais simpatia e cuidados. De uma forma ou de outra, o lobo-guará é muito valioso.

O lobo-guará vai ilustrar a nota mais alta do Real, de R$ 200, que deve começar a circular no final de agosto. Para o biólogo Ricardo Boulhosa, pesquisador do Instituto Pró-Carnívoros, que desenvolve projeto sobre a espécie na região noroeste do estado de São Paulo, a homenagem é bem-vinda para despertar o interesse pela conservação do maior canídeo da América do Sul. “É importante explicar quem é o lobo-guará, sua importância para o meio ambiente e como podemos coexistir com ele”, afirma Boulhosa, que destacou algumas curiosidades da espécie.

FONTE: R7

Sobre Wagner Oleiro

Radialista desde 93 trabalhou nas principais AMs e FMs do Recife. Começou na carreira logo cedo acompanhando seu pai Cláudio Monfrin que também é radialista (aposentado) nos programas que apresentava. Mas foi como sonoplasta que Wagner Oleiro começou sua carreira aos 16 anos de idade e foi com 19 anos que ele se profissionalisou como radialista na função de locutor, apresentador e animador. Em 2013 ele avança na comunicação indo trabalhar como repórter num canal de televisão no Mato Grosso. Atualmente Wagner Oleiro apresenta uma programação jornalistica nas manhãs da Rádio MAIS FM 104,7 e exerce a função de jornalista nesse portal.

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